"Para o pensador, não se aprendem apenas idéias ou fatos mas também atitudes." (Anísio Teixeira)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

UFPA terá 8 mil avaliados pelo Enade

Diário do Pará
 
Sexta-feira, 14/10/2011, 06h15

Exatos 8.285 alunos da Universidade Federal do Pará (UFPA), de cerca de 60 graduações distintas, estão inscritos para fazer o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) em 2011, em Belém e no interior. É o maior número de participantes que a instituição já teve no exame.

“O grupo avaliado neste ano é o das engenharias e licenciaturas, áreas em que temos muitos cursos. Além dos concluintes e ingressantes, foram cadastrados também no sistema os estudantes que, por algum motivo, não realizaram a prova no ano previsto. Esses, assim como os ingressantes, estão inscritos, porém, por determinação do MEC, não realizarão o exame”, explica a professora Lúcia Harada, diretora de Ensino da Pró-Reitoria de Ensino e Graduação (Proeg). A estimativa é que a metade dos inscritos faça a prova, o equivalente a quatro mil universitários da UFPA.

EM AVALIAÇÃO

No Brasil, serão avaliados 27 cursos de graduação, o que inclui os bacharelados nas áreas de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia; bacharelados ou licenciaturas em Biologia, Ciências Sociais, Computação, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática e Química; licenciaturas em Pedagogia, Educação Física, Artes Visuais e Música e os cursos tecnológicos em Alimentos, Construção de Edifícios, Automação Industrial, Gestão da Produção Industrial, Manutenção Industrial, Processos Químicos, Fabricação Mecânica, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores e Saneamento Ambiental.

A prova terá quatro horas de duração e será formada por 30 questões específicas do curso e 10 de formação geral. O desempenho discente tem impacto no cálculo do Conceito Enade, no Conceito Preliminar do Curso que, por sua vez, impacta o Índice Geral de Cursos (IGC) da UFPA, conceito que mede o nível de qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação.

SOCIOECONÔMICO

Os estudantes da UFPA que participarão do Enade 2011 podem preencher o Questionário Socioeconômico até o dia 6 de novembro, dia da prova, na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O questionário traça o perfil dos universitários que participam da prova e as respostas a algumas de suas perguntas correspondem a 10% do conceito preliminar atribuído aos cursos.

De acordo com o Inep, o questionário permite o conhecimento e a análise do perfil socioeconômico e cultural dos estudantes ingressantes e concluintes, além de apresentar a percepção dos universitários sobre o ambiente e a estrutura pedagógica de seus cursos.
PARA SABER MAIS

ENADE


Os estudantes podem obter mais informações sobre o Enade no Manual da Prova, disponível no endereço http://portal.inep.gov.br/manual-do-enade.

Alunos da UFPA e coordenadores de faculdades podem obter informações sobre o Enade 2011 no e-mail enade@ufpa.br.

(Diário do Pará)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

7ª Olimpíadas Brasileira de Matemática das Escolas Públicas

Calendário OBMEP - 2011
18 de abril
Abertura das inscrições
(exclusivamente neste site)
03 de junho
Encerramento das inscrições
17 de agosto - Nova data
(quarta feira)
Provas da 1ª Fase
(horário definido pelas escolas)
26 de agosto
Data limite para as escolas enviarem os cartões-resposta dos alunos classificados para a 2ª Fase.
03 de outubro
Divulgação dos classificados para a 2ª Fase e do local de realização das provas.
03 a 21 de outubro
Período para as escolas indicarem, no site da OBMEP, os professores dos alunos classificados para a 2ª Fase
05 de novembro - Nova data
(Sábado)
Provas da 2ª Fase
14h30 - horário de Brasília
fevereiro de 2012
Divulgação dos premiados
* A escola deverá telefonar para 21-2529-5084 caso não receba até o dia 21 de outubro de 2011 a confirmação dos classificados com o local de realização das Provas da Segunda Fase.
Calendário OBMEP - Edições Anteriores

Enigma da energia escura rende Prêmio Nobel


Enigma da energia escura rende Prêmio Nobel

Descoberta de que o Universo está se expandindo em ritmo acelerado,graças a uma força contrária à gravidade, foi feita em 1998 por dois grupos independentes
O Prêmio Nobel em Física de 2011 acaba de ser anunciado pela Academia Real de Ciências da Suécia e vai para um trio de cientistas que abalou as fundações da cosmologia ao constatar que a expansão do Universo está se acelerando.
Metade do prêmio, no valor de 10 milhões de coroas suecas, ficou com Saul Perlmutter, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, enquanto a outra metade foi dividida entre Brian Schmidt, da Universidade Nacional Australiana, e Adam Riess, da Universidade Johns Hopkins e do STScI (Instituto de Ciência do Telescópio Espacial), nos Estados Unidos.
XVII Escola de Verão Jorge André Swieca de Física Nuclear Experimental
23 de janeiro a 03 de fevereiro de 2012, IFUSP - São Paulo, SP

A Escola de verão experimental de Física Nuclear é um evento financiado pela SBF (Sociedade Brasileira de Física) que ocorre a cada dois anos (anos pares) desde 1986, e tem como objetivo propiciar a alunos de pós-graduação um contacto com os aspectos mais excitantes da Física Nuclear experimental que envolvem desde o planejamento de uma experiência até o sua execução. Essa escola em sua versão de 2012 será realizada mais uma vez no laboratório Pelletron-LINAC do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, no estado de São Paulo.

Brasil conquista 4 medalhas em Olimpíada Ibero-Americana de Física









Brasil conquista 4 medalhas em Olimpíada Ibero-Americana de Física

País mantém hegemonia na competição ao conquistar dois ouros, uma prata e um bronze. Todos os alunos da equipe brasileira saíram premiados



Isso é o que se pode chamar de vitória completa: todos os quatro componentes da equipe brasileira conquistaram medalhas na XVI Olimpíada Ibero-americana de Física (OIbF), realizada no Equador. Os alunos Kayo de França Gurgel e Lara Timbó Araújo levaram o ouro, enquanto Miguel Augusto de Bortoli Saggin ficou com a prata, e Davi Lima de Mesquita, com o bronze.

O evento aconteceu em Guayaquil, entre 26 de setembro e 1o de outubro e teve a participação de 64 estudantes de 17 países, sendo 15 da América Latina e 2 da Europa: Portugal e Espanha. Cada país podia enviar até quatro estudantes.

III ENCONTRO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA DE PARAUAPEBAS

III EPMAP 
A contextualização da Matemática nas Práticas Educativas

PARAUAPEBAS – PA

 20 a 21 de outubro de 2011

Centro Universitário de Parauapebas - CEUP

Conferências, Mesa Redonda e Mini-Cursos
 
Participações:
Prof. Dr. José Ricardo Mafra (UFT)
Prof. Msc.Josué Celesmar Carvalho (UFPA)
Profº. Esp. Marcelo Rimé Vitalino (UAB)
 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Três cientistas ganham o Nobel de Física 2011

Saul Perlmutter (esquerda), Brian Schmidt (centro), e Adam Riess compartilham o Prêmio Nobel de Física de 2011. Créditos: LBNL, ANU, JHU
Treze anos atrás, em 1998, duas equipes de astrônomos e físicos de forma independente fizeram a mesma descoberta preocupante: Não é apenas o universo que se expande como um balão inflável, mas a sua expansão está se acelerando. Na época, muitos cientistas esperavam que a força gravitacional das galáxias devesse desacelerar a expansão. Hoje, os pesquisadores de ambas as equipes dividiram o Prêmio Nobel de Física por essa observação dramática, que mudou o panorama conceitual em cosmologia, astronomia e física de partículas.
Metade do prêmio 1,45 milhões dólares irá para Saul Perlmutter, do Lawrence Berkeley National Laboratory e da Universidade da Califórnia, Berkeley, que liderou o Supernova Cosmology Project. A outra metade será partilhada por Brian Schmidt da Australian National University, em Weston Creek, que liderou a alta-z Supernova Search Team, e Adam Riess, da Johns Hopkins University e do Space Telescope Science Institute em Baltimore, Maryland, que trabalhou em Alta-z. “Estou realmente feliz por eles”, diz Yannick Mellier do Instituto de Astrofísica de Paris. “É uma descoberta que tem enorme impacto em toda a física.”
Ambas as equipes rastrearam a expansão do universo de volta no tempo usando explosões estelares chamadas supernovas do tipo 1a. Porque todas as supernovas explodem com essencialmente o mesmo brilho, os astrônomos podem usá-los como “velas padrão”: Eles podem dizer o quão longe uma supernova está medindo seu brilho aparente da Terra. Eles também podem dizer a quanto tempo a supernova explodiu, medindo o quanto sua luz foi esticada no espaço por meio do desvio de onda para o vermelho pela expansão do espaço. Usando supernovas diferentes, ambas as equipes descobriram que a expansão do universo estava se acelerando. “Nós pensávamos que havia algum erro”, diz Schmidt. “Mas o erro se recusou a ir embora.”
Outra evidência logo reforçou o caso da expansão acelerada estar relacionada com algum tipo de “energia escura” para ligá-la. Alguns anos mais tarde, as medições do brilho do Big Bang – fundo de microondas – chamada cósmica de fundo, indicou que 70% das coisas no universo tinham que ser energia escura. Estudos de aglomerados de galáxias mostraram que o crescimento tinha diminuído com a idade acima de 14 bilhões de anos do universo, como se o esticamento do espaço estivesse sendo impedido por essa energia escura.
Os cosmólogos, astrofísicos, físicos de partículas ainda devem explicar o que é a “energia escura”. Muito esforço se concentra em como a densidade da energia escura muda quando o espaço se expande. Se a energia escura é uma parte “inerente do espaço”, a densidade deve permanecer constante. Se a energia escura é algo “no espaço”, então ela deve tornar-se mais diluída. A questão se resume ao uso de mais observações astronômicas para determinar se um único parâmetro na “equação de estado” cosmológica é exatamente -1, indicando que a energia escura é parte do espaço, ou algo parecido a -0,93, indicando que a energia escura é algo no espaço. Atualmente, o valor deste parâmetro é consistente com -1 com uma incerteza de cerca de 10%.
Os cientistas já sabem o que é a energia escura? “Isso não é uma coisa certa”, diz Simon White, do Instituto Max Planck de Astrofísica, em Garching Alemanha. “O problema é que você não pode provar por meio de observações que um parâmetro é exatamente igual a -1.”
Cada equipe é composta por cerca de 20 cientistas. “Este é outro exemplo de que é uma pena o Nobel não poder reconhecer as equipes”, diz Martin Rees, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Com reportagem de Daniel Clery.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A História da Matemática no Pará



Belém do Pará descobriu a Matemática na década de 50 dos anos 1600: no Curso de Filosofia do Colégio Pará, fundado nas dependências de Santo Alexandre, poucos anos depois da fundação da cidade (que aconteceu em 1616), a disciplina “Elementos de Geometria”, aparece ao lado de Latim, Retórica, Física, Teologia e Filosofia Racional – conforme conta o professor José Maria Bassalo. No século seguinte, com a laicização do ensino promovida pelo Marquês de Pombal (na década de 50 dos anos 1700), surge em Belém a Escola de Matemática, destinada a instruir a Artilharia Real e a Engenharia Militar, que, conforme conta Ernesto Cruz, ficava no largo do Palácio – o local, hoje, abriga o Instituto Histórico e Geográfico do Pará. Quase cem anos se passaram até que fossem fundados, em 1836 e 1841, a Escola Normal e o Lyceu Paraense – hoje Instituto de Educação do Pará e Colégio Estadual Paes de Carvalho – instituindo o ensino público de Matemática. Nesses cem anos, quem ensinava Matemática nas 33 escolas existentes em toda a Região Norte eram os lentes (assim se chamavam os professores) oriundos das Escolas Régias, pelo sistema de decuriato – o professor ensinava um grupo de 10 alunos que por seu turno ensinavam mais dez, cada um. Foram-se mais cem anos; na década de 30 dos anos 1900 criaram-se as primeiras Universidades brasileiras. E, na década de 60 desses anos surgia o Núcleo de Física e Matemática na ainda embrionária Universidade Federal do Pará.
A Comissão Organizadora do Colóquio aproveita o espaço para trazer à memória duas personalidades de grande destaque entre os matemáticos paraenses:

Constantino Menezes de Barros(◊ Óbidos, 1931; † Rio de Janeiro, 1983).
Bacharel em Matemática pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Doutorado na Faculté des Sciences, Université de Paris em 1965. Foi chefe de pesquisas do CNPq e Titular I do Instituto de Matemática da UFRJ. Publicou 37 trabalhos originais de pesquisa em periódicos especializados na área de Geometria Diferencial.


Guilherme de la Penha (◊ Belém, 1942; † Belém, 1996)
Graduado em Engenharia Mecânica pela PUC, estudou Matemática no IMPA,  fez seu doutorado em Houston, nos Estados Unidos e pós-doutorado em Carneggie-Mellon, Pittsburg, EUA. Seu trabalho versa sobre a mecânica dos meios contínuos e História das Ciências. Foi diretor de Desenvolvimento Científico da FINEP e diretor do Museu Paraense “Emílio Goeldi”, além de professor visitante em várias Universidades do Brasil, da Europa e dos Estados Unidos.


Visitas relacionadas:
- Igreja de Santo Alexandre
- Praça D. Pedro II, onde se encontram os palácios Lauro Sodré e Antonio Lemos
- Instituto Histórico e Geográfico do Pará;
- Praça da República e Instituto de Educação do Pará, este em art-nouveau, centro de Belém
- Praça da Bandeira e Colégio Estadual Paes de Carvalho, em arquitetura neoclássica, bairro do Comércio